segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Berna Fala-com-Fúrias, Ahroun, Adren dos Cria de Fenris
A Valkiria já estava cansada ha vários dias. Seattle exigia muito de suas forças mas ela sabia que seu verdadeiro desafio estava mais ao norte, em Footspeps Lake.
Enquanto os carros passavam por ela, o sono atacava feroz como um espiral negra. Faltavam alguns minutos para chegar em casa. Se a Wyrm não a matou até hoje, não seria um acidente de carro que o faria. Não mesmo.
Bernadette, ou como é conhecida entre os seus, Berna Fala-com-Fúrias, chegou a seu pequeno apartamento em uma zona não muito nobre de Seattle. Ela recusava a ajuda de custo do Caern dizendo que Gaia não deveria pagar por seus guerreiros, isso faria deles mercenários. Porém o aluguel estava ficando mais caro e a dona do imóvel, que cismara que Berna era lésbica, desenvolvera uma implicancia sem sentido com ela. Berna era uma boa ferreira, fazia otimas armas, mas suas peças de decoração não eram lá muito estilosas, mas eram baratas. Ela tirava o suficiente para pagar o aluguel, mas por quanto tempo?
Berna sabia que era um conjunto de preconceito e efeito sutil do delírio. Humanos nos odeiam, nos temem, pois seus sub-conscientes se lembram do Impergium. São coisas que um Garou acaba se acostumando em algum tempo, mas que é doloroso para um filhote.
A Cria de Fenris entrou no chuveiro, sentindo o alívio da água quente relaxando seus músculos cansados e escorrendo por suas inúmeras cicatrizes, ela lembrava principalmente da jovem cheia de tatuagens, a qual ela tomaria como aluna.
"Tão jovem e já cheia de marcas. Vou ensiná-la a se orgulhar de todas, mas até lá será dificil" ela pensou enquanto vestia a velha calça jeans e uma blusa simples.
Berna olhou para si no espelho enquanto se vestia, o corpo cheio de marcas, cada uma com uma história para contar, um inimigo caído. Ela então se deu conta que seria a quarta noite sem dormir. Será que ela poderia se dar esse luxo? será que se dormisse essa noite a Wyrm não se aproveitaria?
Ela ligou a TV, a reprise do notíciário mostrava uma confusão no aeroporto de Londres onde, segundo testemunhas um bando de jovens drogados e alucinados começaram a depredar o saguão, dizendo que estavam matando uma aranha gigante.
Berna sorriu, o delírio á vezes facilita as coisas e alguns garou até passam a gostar dele, mas não ela.
O sono atacou com seu golpe mais forte e enfim ela acabou sucumbindo. No sonho a imagem do antigo namorado veio a mente como um prêmio, mas suas palavras duras, a humilhação e o desprezo que ela não entendera até compreender o efeito do delírio fizeram algumas lágrimas rolarem durante o sono.
Seu nome de matilha fora dado por um ragabash dos Cria de Fenris ha algum tempo. No inicio ela achou interessante, remetia ás furias da mitologia, mas não entendia o por que seus companheiros riam por suas costas. Então ela enfim entendeu o duplo sentido e furiosa, espancou o ragabash quase á beira da morte.
O philodox da matilha deu a ela a opção de mudar seu nome, mas ela não o quis. Disse que se era essa sua missão ela o faria. Se as Furias Negras eram assim vistas na tribo ela iria provar que as Cria de Fenris poderiam ser melhores, lutando contra a opressão masculina sem abdicar dos homens. Ela procurou as Valkirias, e hoje se orgulha de seu campo.
Dois segundos se passaram e ela abriu os olhos assustada. O sol já passava pela persiana e esquentava sua pele, era quase meio-dia e ela estava absurdamente atrasada. Dormira demais.
Comeu uma maça e saiu como um raio deixnado o envelope com o dinheiro do aluguel deste mês por debaixo da porta da proprietária. Este mês estava salvo.
Mais um dia, mais uma batalha.
Mas Berna Fala com Fúrias estava mais otimista. Enfim haveria alguém como ela, enfim ela teria alguém com quem conversar, e quem sabe enfim os erros do passado não poderiam ser consertados?
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Daba Doo Killa, Ragabash dos Andarilhos do Asfalto
YO! Dabadoo Killa is in da house! (HEY!, Ho!) and i will tell you the story of my fucking life you dig it?
EVERYBODY SAY HEY! (Hey!) EVERYBODY SAY HO! (Ho!) check it out...
YO...
Eu nasci em l.a e tudo que eu sei é que os cachorros me adoram
Eu vivi na violência, na minha rua nada de decência só as drogas e as putas que nela moram
Batalhei cada pão, cheguei a lavar chão pra branco imundo passar
escalei meu everest, me chamaram pra um teste e cheguei lá pra cantar (oh man!)
Brancos e pretos gostaram do meu som
Provei até pro capeta que eu era bom
Fiquei rico, bonado, virei um don.
Mas as vagabundas eram mato
E eu não contava com o fato
de que preto pobre e vindo de um orfanato
Nada podia prestar (yeah, aham)
Um filho da puta me ferrou
Um mané ele matou
E pois a culpa em mim
Comi o pão que o diabo amassou
minha carreira quase terminou
mas não podia acabar assim.
Foi aí que encontrei uma gata
Ela tava no meio de um monte de barata
E me disse "venha até mim"
Eu ja tava curtindo a prosa
Principalmente por que ela era gostosa
Eu ja tava fudido, eu disse que sim
Então minha vida mudou de vez
Ela tocou o zaralho no xadrez
Fiquei bolado só de ver o que ela fez (holy shit man)
Me levou pro meio do mato
Eu achando que ia rolar um barato
Ela falou que queria conversar
Contou umas historias malucas
Parecia viagem errada
Eu achando que ela tava chapada
Fiz a merda de duvidar
Ela então dobrou de tamanho
parecia um macaco estranho
E começou a berrar
Era um berro medonho
Mano, eu juro não era sonho
Quase fez eu me borrar. (oh no...)
Foi aí que entendi a parada
Me deu uma coceira danada
Comecei a mudar
Quando vi tava do tamanho dela
Tinha entrado por uma janela
E não parava de matar
Depois de muito tempo confuso
Puto com tanto abuso
Resolvi me acalmar
Ela então me explicou tudo
Meu deu uma razão, um objetivo mano
E agora eu sei por quem eu luto.
E é por isso que cada sombra é meu pedaço
cada piada é um passo
E vou chutar o traseiro da Wyrm pro alto (yo! you can bet)
Por que eu sou Daba doo killa
Vim pra bagunçar essa matilha
Ragabash dos andarilhos do Asfalto!
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Kari Henning, Ahroun dos Cria de Fenris
Kari Henning – Uma estranha no ninho
Eu nasci em um vilarejo no meio da Noruega, um fim de mundo
qualquer, lá não pega telefone, internet, mal pega rádio e eu me surpreendo de
ter energia elétrica. Eu tenho sete irmãos, afinal, lá em casa não tem TV! Eu
sou uma das do meio, meus irmãos mais velhos estão na capital, casados, em
empregos empresariais que não agradam meu pai e meus avós.
Ah! Meus avós moram ainda mais no interior, minha avó é do
tipo bruxa da Disney, mexe com ervas e outras coisas que a minha mãe não deixa
a gente chegar perto, certa vez ela me deu um chá que eu corri atrás de um
coelho imaginário durante quatro horas seguidas...
Bom... continuando, na minha cidade tem apenas uma escola,
que é responsável por toda a educação que você receberá na sua vida, então,
qualquer outro tipo de educação é completamente desnecessária, segundo a minha
família.
Graças a minha avó, todos temos marcas pelo corpo,
adquiridas (nem sempre de maneira amigável) quando completamos 15 anos, as
minhas eu ganhei após correr durante três dias e ser dopada no quarto,
acordando no quinto com essas “estilosas” marcas nórdicas, que refletem as
forças dos espíritos da natureza e dos deuses de Asgard, que essas marcas me
protegerão do grande Ragnarök e que eu serei uma grande guerreira nos exércitos
de Midgard ao lado da grande Deusa Freia e blá, blá, blá que minha avó conta
todos os dias quando eu reclamo das marcas.
Enfim, eu sou da nova geração, quero ver os grandes centros,
estudar nas grandes universidades e de maneira sorrateira eu trabalhei e juntei
uma grana para fugir de casa e estudar fora. Quando completei 18 anos, eu
consegui uma carona que me levou até a capital, meu irmão me escondeu na casa
dele e eu acabei utilizando a tão famosa internet para escolher uma
universidade beeeeeeeem longe da Noruega. Depois de seis meses eu consegui uma
vaga para estudar em Seatle e, meu irmão me ajudou com a viagem. Meus pais
ficaram loucos atrás de mim, mas agora estou aqui... no aeroporto de Seatle, no
maravilhoso mundo dos Estados Unidos da América, onde todos os povos são livres
e onde minhas marcas são até “descoladas”.
Coisas que só acontecem em Footsteps Lake (Parte II)
Eu sei que você deu uns pegas naquela índia, não se preocupe. Aliás, algo que você precisa ter cuidado é com o que você faz e fala nessa cidade. Imagina o velho e bom costume das cidadezinhas de cuidar da vida alheia, potencializado com tecnologia. Sim, uma rede de fofocas.
A base do Centro de Pesquisas é um campo fértil para os Andarilhos do Asfalto, tanto que eles tem um "Don" aqui, uma espécie de chefão que organiza a tribo e lidera as pesquisas de tecnologia. Na verdade, a Base do Centro de Pesquisa é um posto avançado do caern, ali os Andarilhos vigiam as atividades da Wyrm, quem entra e quem sai. Cada casa e chalé que possua um telefone ( ha quem diga, que se tiver uma barata na casa já é o suficiente) é monitorado e espionado.
Já os Filhos de Gaia disfarçam seu controle nas pousadas. Lorrianne e Hugo são dois parentes que observam e filtram a chegada de viajantes, se algum deles é suspeito logo o caern fica sabendo. Claro que com tanta gente vigiando a tendência é ter muitas histórias pra contar.
Não se engane, apesar do controle da informação e desse tal Don Eloi, os Andarilhos abaixam as orelhas para os verdadeiros donos da cidade, os Wendigo.
A reserva Nativa é na verdade mais um posto avançado, só que esse meu amigo, é de defesa. Se alguém gritar Lobo na cidade, uma onda de Fantasmas Brancos com arco e flechas e machadinhas gritando " HOOKA HEY" varre a cidade atrás do meliante da Wyrm.
Claro, isso já foi feito atoa umas duas vezes, mas abafa o caso...
Um pouco mais preocupado de ter dado uns pegas na India né? Pois é...
Todas as tribos estão representadas na cidade. A universidade contribui para a diversidade cultural e a população flutuante atrai o comércio e os investimentos. Claro, atrai vampiros, cataianos, magos e o zaralho a quatro, mas nenhum deles fica muito tempo. O conselho é forte aqui e somos um grande posto avançado de Seattle, onde o bicho realmente pega de verdade. O maior empresário da cidade é um parente renomado e um pouco exagerado, mas a linhagem dele tem tomado conta da cidade ha séculos e fez ela prosperar, é um parente Presa de Prata conhecido como Jeromme Wyrmfoe e alguns dizem que o Rei Albretch deu a ele um Pin de prata pelos feitos. Eu ainda acho que ele comprou aquele negocio no mercado central, mas guardo minha opinião pra mim mesmo e se você me dedar, nego até a morte. Ele é dono do único e maior Shopping de Footsteps Lake, um lugar seguro em caso de encrenca. Dizem que ele tem conxavos com uma vampira de Seattle, mas você sabe, até que se prove alguma coisa leva muito tempo.
Por fim, existem lugares que você e todo filhote precisam evitar. O Complexo de prédios chamado de B&Z Corp é um covil antigo da Wyrm. Os Wendigo botaram fogo naquela coisa ha alguns anos, mas os vermes voltaram e bem mais fortes. Parece que tem um vampiro velho tomando conta do local e um portal que leva direto a um covil de dançarinos na Umbra.
Ha dois anos uma matilha inteira de Wendigos e Uktenas morreu tentando destruir o local e os líderes do caern estão tentando conseguir mais informação para organizar um ataque definitivo.
O povo de Seattle afirma que esses caras tem ligação com algo muito grande vindo de lá e que é preciso fortalecer muito o Caern para lidar com eles. Eu sei, é no mínimo um insulto ter um covil da Wyrm fazendo bunda lelê pra gente e dizendo "estamos aqui, no focinho de vocês e vocês não podem fazer nada" mas isso vai mudar, eles vão pagar quando a estratégia estiver pronta (ou a paciência dos Auron acabar)
Bom, aqui estamos, Pousada da Lorrianne. Entregue essa carta de recomendação. Se comporte e assim que estiver instalado venha ao caern, vai haver uma festa de boas-vindas para os novos filhotes hoje a noite e cara, nossas festas são inesqueciveis.
Uma ultima coizinha. A India gata que você deu uns beijos no cinema ontem é uma Wendigo. Eles a chamam de "Deusa dos Ventos" e ela é uma anciã. Inclusive dizem que ela correu com a matilha de Prata ha algumas semanas.
Surpreso? hehe, não fique. Ela estará na festa.
Como eu já disse, Footsteps Lake é cheia de Impuros. E nós nos orgulhamos disso.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Coisas que só acontecem em Footstep's Lake
Bem-vindo filhote. pelas roupas posso ver que vem da cidade do disco voador né? Seattle, terra dos Sonics, do Nirvana, Pearl Jam e do Grunge. E Terra da Wyrm.
O que? não me olhe com essa cara. Essa cidade tem um dos maiores portos dos EUA e é uma ponte com o oriente, isso faz dela um zoologico bizarro de seres da wyrm como poucos no planeta. Duvida? Ande por lá a noite, de preferencia pelos portos e depois que encontrar uma raposa fofinha que te enfia uma adaga de prata pelas costas ou então um cara capaz de esticar o pescoço e fazer ele dobrar a esquina atrás de você, venha me dizer o que achou.
Ok, pela sua cara isso já aconteceu né? Sinto muito. Deve ser por isso que você veio parar aqui em Footsteps Lake. Essa roça parece um lugar seguro. Certo? Hehe...é...errado...
Sim, tem um caern aqui, eu sou um dos guardiões, alias, me chamam de Big Red Jhon. Mas é justamente por ter um caern nessa pequena cidade que as coisas são muito mais complicadas do que deveriam.
Pra começar, existe um poço de petróleo no meio da neve e a Pentex ja mandou gente pra cá na tentativa de tomar o controle da coisa, além disso, alguns vampiros dominaram o prefeito e o Sherife e arrumaram um estoque bem grande de munição de prata. Somos caçados junto com os veados amigo.
Mas é claro que nem tudo é problema em Footsteps Lake. Não senhor.
Nosso caern cresce a cada lua e cada vez mais garou e parentes chegam para fortalecer nossas defesas.
Bom, mas não vou ficar enchendo sua cabeça com coisas insignificantes, temos muito a ver e conhecer, mas vamos com calma. Você é só um filhote ainda e eu tenho todo o tempo do mundo.
A propósito, melhor tirar os olhos daquela India, Footstep's Lake é bem conehcida por seu grande número de impuros, e você sabe, ainda não inventaram preservativos a prova de fúria.
A Queda
Caminho por entre os escombros da noite passada. Ainda posso sentir o cheiro da carne queimada, do sangue corrompido e da morte. Nada disso me assusta.
Quem é sábio o suficiente para afirmar com 100% de certeza que conhece os caminhos do poderoso Dragão? Quem é realmente louco para tanto?
Conheci apenas uma pessoa capaz disto, eu a chamava de Mestra, amiga, amante...
Agora ela está morta.
Chamaram esta loucura de Guerra dos Vermes. Eu chamo de Guerra dos Idiotas.
Eu olho para cada corpo destroçado, histórias terminadas com um, no maximo dois golpes, e entendo como Gaia caiu em tanto desespero e por que a fênix profetizou o fim.
Aqueles que lutaram aqui achavam que conheciam a Wyrm a ponto de pensarem por ela. Como se pensa pelo caos? Pior, como se pensa pela destruição? Como alguém seria capaz de prever então o Caos Destrutivo?
A Magia que corre em meu sangue busca por conhecimento, por iluminação e escuridão, por fogo e gelo. A lâmina que guardo comigo busca por sangue e suor, água, terra e ar.
Eu busco por poder, nada mais, nada menos.
As pessoas daqui tendem a complicar tudo com suas filosofias.
Busco apenas por vingança sangrenta, Sexo selvagem e Vinho barato.
Você me culparia por isto?
Você quer ser meu inimigo? Eu não me importo, você se esforça muito para isso, eu posso perceber.
Minha Mestra queria o controle. Eu apenas quero perdê-lo totalmente.
Meu nome é Megaira.
E eu vou tornar sua vida um Inferno.
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